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Conheçam Estes Benefícios |
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Escrito por Bispo Silvio Ribeiro
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Obter um Benefício é a mesma coisa que adquirir uma graça, um privilégio, uma honra, um provento, um proveito, uma vantagem ou um direito. Neste caso, vamos falar com toda franqueza dos benefícios que recebemos ao pertencer a Igreja de Deus. É normal que como seres humanos inteligentes nos perguntarmos: Quais são estes benefícios? A seguir explico alguns deles, na perspectiva de uma pessoa que tem pertencido a Igreja de Deus toda a vida.
I. Benefícios espirituais
A. Um legado histórico A Igreja de Deus, é a primeira igreja pentecostal da era moderna (1886 – 2005); nossa existência tem decorrido em três séculos: O século XIX, XX e XXI. Uma igreja que permanece firme por 119 anos é, sem dúvida, uma igreja sólida. A experiência acumulada nesse tempo deve ser de grande valor para a presente geração e as futuras. Em cada país, a Igreja de Deus tem uma história impressionante. Por exemplo, no Brasil, comemoramos 50 anos. De igual modo, em cada dos 166 países onde a Igreja de Deus está estabelecida, tem uma história digna de se conhecer e se apreciar. A fé cristã é também uma fé histórica, e a Igreja de Deus tem seu próprio legado histórico no círculo das denominações evangélicas e pentecostais. Assim, pertencer a Igreja de Deus e conhecê-la nos faz partícipe direto deste legado histórico, que é um legado espiritual, porque é o testemunho da graça e a providência de Deus para conosco.
B. Um legado doutrinal (teológico) Uma igreja é forte e sã pela doutrina que sustenta. Faz mais de meio século que a Igreja de Deus completou a formulação de seu credo fundamental (Declaração de Fé) e seus postulados doutrinários. Ademais, a Igreja de Deus tem uma formulação ética e moral com sólido fundamento bíblico (Princípios Práticos). A Igreja de Deus, como denominação, não se tem torcido quanto à doutrina genuína porque não está fundada em filosofias humanas, pois estamos “edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor... para morada de Deus em Espírito” (Ef. 2:20-22). “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Cor. 3:11). A Igreja de Deus não se tem mareado, nem o fará, com tantas confusões doutrinárias fantasiosas e espetaculares, que arrastam as almas ingênuas ao erro. Os ventos de doutrinas vão e vêem, porém bendito seja Deus que Ele nos tem livrado do “comichão de ouvir” e nos tem sustentado com uma fé firme em sua bendita e eterna Palavra que é corretamente interpretada.
II. Benefícios Eclesiais
A. Certeza de propriedade Na Igreja de Deus, todas as propriedades pertencem à Igreja de Deus e não a pessoas particulares. Por essa razão, nós podemos ofertar generosamente para os projetos locais, distritais, estaduais, nacionais e internacionais, porque sabemos que o que construímos agora é uma herança para as futuras gerações. Um dos exemplos que podemos citar é o edifício educativo que o irmão Bill Watson construiu em Goiânia há 41 anos, hoje, está servindo à Igreja de Deus como sede da Faculdade de Teologia, ou ainda o edifício que a irmã Ann Miller Deedrieck construiu em Olinda em 1970, hoje, é onde acontece o Seminário para a Igreja de Deus no Nordeste. Sabemos que existem outras igrejas cujas propriedades tristemente pertencem a uma pessoa individual, a uma família ou a um comitê. Bendito seja Deus que em nossa amada igreja não é assim. Nós temos certeza/segurança de propriedade como igreja. Sabemos que, quando trabalhamos ou ofertamos, estamos estendendo o Reino de Deus e não o reino de pessoas particulares.
B. Solidariedade internacional Nós sabemos, por experiência, que quando um país sofre catástrofes naturais, a Igreja de Deus internacional (especialmente a Igreja de Deus da América do Norte) imediatamente mostra sua solidariedade com os irmãos afetados. Muitos templos, casas pastorais, clínicas médicas e abrigos para crianças se têm construído arredor do mundo, particularmente nos países mais pobres e necessitados. A Igreja de Deus no Brasil deve seguir este exemplo. Assim como nos tempos apostólicos, as igrejas locais da Acaia, apesar de sua pobreza, se solidarizaram com os irmãos de Jerusalém, nós também o podemos fazer. Não podemos ignorar o ato de que pertencemos a uma região mais pobre do Brasil; porém, tão poucos podem ignorar o ato de que Deus nos tem abençoado grandemente. Nossas mãos devem estar estendidas não somente para receber, mas principalmente para dar.
III. Benefícios Ministeriais
A. Cooperação ministerial internacional A Igreja de Deus, por ser uma igreja internacional, com presença nos cinco continentes e mais de 160 países, tem possibilidade de facilitar a cooperação ministerial internacional. É assim que países como o Brasil tem enviado distintos ministros que estão servindo em outros contextos. Por exemplo, a irmã Célia Mendes (Nordestina) é missionária na África. A irmã Mariane e o irmão Gustavo são missionários na Espanha. A irmã Suely Marinho está de malas prontas para ir para a África e depois para a Índia. Estou seguro que na medida em que os ministros da Igreja de Deus no Nordeste elevem seu nível educativo e cultural, vão ter a oportunidade de ministrar em outras partes do mundo, conforme ao chamado de Deus.
B. Fundo de seguro de vida A Igreja de Deus no Brasil, com seu programa de assistência ao pastor e a sua família, estabelece que todo pastor credenciado tem direito a um seguro de vida, é um modesto exemplo de tudo o que podemos fazer. (NOTA: a Igreja de Deus no Brasil tem, incluso, um plano de auxilio-funeral, provendo uma ajuda para seus ministros e sua família em um momento tão difícil para suas vidas).
C. Serviços especiais Em muitos casos a Igreja de Deus brinda aos seus ministros com casas pastorais ou aluguéis. Este é um grande benefício especialmente nos primeiros anos de ministério. Pessoalmente, agradeço a Igreja de Deus que por 20 anos me proveu de moradia. IV. Benefícios pessoais
A. Imagem social Um dos maiores benefícios pessoais para membros e ministros da Igreja de Deus, em minha opinião, é o da imagem social. Por ser a Igreja de Deus a primeira igreja pentecostal da época moderna, por ser uma igreja universal, por ser uma igreja muito reta e sólida em sua doutrina, por ser uma igreja de bom testemunho e por ser uma igreja que alcança todos os grupos étnicos, a Igreja de Deus é muito respeitada nas comunidades e pelas autoridades governamentais, religiosas, acadêmicas, civis e militares. A imagem social refere-se ao conceito que as pessoas tem de nós. Em termos gerais, a Igreja de Deus, goza de boa imagem, todos os que pertencem a esta amada igreja participam destes benefícios. B. Cobertura espiritual É simplesmente maravilhoso saber que na Igreja de Deus nenhum irmão ou irmã esta desprotegida espiritualmente. Em varias parte do país, se tem organizado o ministério de intercessão. Este ministério, literalmente, tem autoridade de Deus para atar e desatar. Na minha experiência pessoal, as vezes que enfrentei lutas e ataques, com a ajuda de Deus e de irmãos e irmãs que tem orado por mim e meu ministério, conquistei a vitória. Testemunho como este, temos muitos. É, pois, importante saber que quem pertence à Igreja de Deus tem uma cobertura espiritual extraordinária.
C. Ajuda pessoal É impactante observar em nossas igrejas locais a forma em que nos ajudamos uns aos outros. Quando um de nossos irmãos sofre um percalço, ali está a irmandade solidária. Somos acompanhados por nossos irmãos seja no nascimento de um bebê ou na morte de um ente querido. Neste tempo em que impera o individualismo, a Igreja de Deus é alternativa de vida em comunidade solidária.
CONCLUSÕES: 1. Pertencer à Igreja de Deus traz consigo benefícios espirituais, eclesiais, ministeriais e pessoais. 2. Pertencemos à Igreja de Deus não somente por seus benefícios, mas também porque a amamos e temos convicção de que nela realizamos o ministério ao qual Deus nos tem chamado. 3. A Igreja de Deus não é nem será perfeita, contudo, sem dúvida alguma, ela é uma igreja extraordinária por sua história, sua doutrina e seu ministério no mundo. 4. Pertencer à Igreja de Deus requer uma solene responsabilidade, porém, ao mesmo tempo, é um extraordinário privilégio.
Por Bispo Sílvio Ribeiro - Supervisor Nacional |
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Escrito por Bispo Silvio Ribeiro
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João 13 A Igreja de Deus é o único corpo Pentecostal de expressão que sustenta a doutrina da lavagem dos pés dos santos, como sacramento. No credo da Igreja de Deus, há uma premissa bíblica que não foi abrogada e que é parte da Santa Comunhão. Quando alguém lava os pés de outra pessoa está fazendo o que Jesus mandou fazer: “Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu vos fiz, façais vós também”. Então, como a Lavagem dos Pés dos Santos foi ordenada por Cristo, a Igreja de Deus a toma como um mandamento. Juntamente com esta ordenança, Cristo fez uma promessa: “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois, se as praticardes”.
O propósito desse estudo é duplo: mostrar o significado da Lavagem dos Pés dos Santos na passagem de João 13:1-17, e tentar determinar a relevância de sua prática para os cristãos nos dias atuais. Vejamos algumas considerações acerca deste ato: I - Lavagem dos Pés no Antigo Testamento
A. Contexto do Culto - Êxodo 30: 17-21; 40: 30-32 O ato de lavar os pés neste contexto, objetivava preparar o sacerdote para a entrada no Santuário.
B. Contexto Doméstico para Pessoal Higiene e Conforto II Sam. 11:8-11; 19:24; Cant. 5:3.
C. Contexto Doméstico com propósito de Hospitalidade Gen. 18: 1-5; 19: 1-2; Juízes 19:21;
D. Contexto de Servidão No contexto do Antigo Testamento, o lava-pés era uma tarefa dos escravos; assim, lavar os pés de alguém simbolizava subjugação (I Sm. 25:41), e o indivíduo que tinha seus pés lavados, era considerado socialmente superior. Em raras ocasiões, uma pessoa executava tal ato como expressão de amor e honra, não implicando, então, em obrigação. II - Lavagem dos Pés no Novo Testamento - Lucas 7:36-50; João 12: 1-8. O valor do vidro deste perfume equivalia, aproximadamente, ao salário anual de uma pessoa. I Tim. 5:9,10
III –A Instituição do Sacramento da Lavagem dos Pés dos Santos Para que possamos compreender o impacto completo do que Jesus fez quando lavou os pés de seus discipulos, devemos imediatamente observar as circunstâncias que envolviam esse evento.
1. Em Marcos 9:30-37 e 10:32-45, os discípulos queriam saber quem era o maior dentre eles; pois sabiam que o menor seria o que executaria esta ação. O lava-pés deveria ser feito antes do banquete; entretanto, o texto bíblico menciona que depois da Ceia, Jesus levantou-se da mesa, tirou seu vestido (parece ter ficado somente com a parte de baixo de suas roupas), tomou a toalha e pegou a bacia com água que já estava preparada para a execução desta ação.
2. Jesus e Seus discipulos estavam em um momento de privacidade, no qual, o Senhor, com amor, os estava preparando para sua morte e partida deste mundo. João dedica uma grande seção do seu Evangelho (capítulos 13-17) para nos informar o que aconteceu durante esse período sagrado.
3. Jesus tinha acabado de instituir a Santa Ceia, tendo feito, em seguida, o solene anúncio de que alguém o trairia. De forma estranha, no momento em que os discípulos deveriam silenciosamente compartilhar o sofrimento emocional de Jesus, eles ficaram discutindo sobre quem seria o maior no Reino (Lucas 22:24). Foi neste contexto, através de uma parábola, que Jesus ensinou a maior lição de humildade e serviço, fazendo-nos compreender o significado de João 13.
IV - O Significado da Lavagem dos Pés dos Santos Quando Jesus se levantou da Ceia, a discussão entre os discipulos cessou, pois Ele deu início a uma ação incomum. Aquelas mãos, nas quais o Pai havia entregado todas as coisas, agora iriam fazer o trabalho de um escravo. Naquele ato simbólico, Ele deixou Suas vestimentas; mais tarde, Ele novamente as colocaria de volta (v. 12). Esse deixar de lado Suas vestes e as ter novamente é símbolo de sua humilhação-exaltação, tema tão prevalecente no Evangelho de João e em outros lugares no Novo Testamento (Filipenses 2:5-11).
O ato praticado por Jesus, demonstra o fato d`Ele ter deixado de lado Sua prévia glória e presente vida, na Sua vergonhosa morte na cruz; mas, fala também d`Ele ter tido de volta Sua vida, na Sua ressurreição e Sua subseqüente exaltação para o poder e a glória.
Um contraste acentuado pode ser feito entre Jesus, o servo, em João 13, e a figura do Deus exaltado caracterizada no Apocalipse de João 1:13-16.
A mensagem dessa simbólica ação é mencionada de maneira clara por Dr. William E. Hull em Broadman Commentary: “A verdadeira grandeza não consiste na posição ocupada por uma pessoa, mas na forma como ela serve”. Assim, chegamos ao cerne (coração) sobre o que a Lavagem dos Pés dos Santos significa: Quando uma pessoa participa da cerimônia do Lava- Pés, ela está realizando uma ação simbólica, através da qual dá testemunho de sua disposição para uma atitude de humilhação, de amor e de honra para com o seu próximo; e está oferecendo a si mesmo para um serviço humilde ao Senhor.
Judas poderia ter tido esta experiência! Entretanto, ele estava preparado para obter uma coroa, mas não uma “toalha de serviço”. Ele queria grandeza e glória, mas não se isto implicasse em ter que andar no caminho de humilhação e autonegação. Quando ele foi para escuridão da noite, tornou-se o traidor de Jesus Cristo, tendo demonstrado de forma chocante o que acontece com um discípulo que rejeita o amor e os ensinamentos do Senhor. Com sua atitude, evidenciou o que acarretar uma vida de egoismo e egocentrismo.
V . O Exemplo do Salvador na Lavagem dos Pés dos Santos Um cuidadoso exame do encontro de Jesus com Simão Pedro (vs.6-10) revela o que Ele queria ensinar ao Seu discípulo. Se um discípulo não consegue aprender com seu Senhor, então ele não tem parte com ele. Embora, a pessoa, no passado, já tenha experimentado uma limpeza completa através do batismo, necessita de renovação que vem da lavagem (da “sujeira do caminho”) dos seus pés, na medida em que anda pelo caminho do discipulado.
Após a experiência com Simão, Jesus ensinou mais clara e definidamente a razão pela qual Seus discípulos deveriam lavar os pés um dos outros. Ele disse, “porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (v.15). Jesus queria que eles achassem uma forma de expressar seu amor e respeito uns para com os outros, queria também que eles lembrassem Sua própria expressão de humildade e serviço e que seguissem Seu exemplo.
Assim como a Ceia do Senhor é uma forma de recordar a morte de Jesus até o dia que Ele venha, a Lavagem dos Pés dos Santos é uma forma de monstrar o exemplo do Senhor Jesus e o Seu ministério. Portanto é de extrema importância que os discípulos do Senhor do século XXI aprendam formas significativas de expressar amor, humildade e serviço. Lavar os pés uns dos outros é apenas uma forma de realizar isso.
Então, por que a Igreja de Deus ainda mantém a Lavagem dos Pés dos Santos como uma ordenança nos dias de hoje?
Existem várias razões:
1- Lavagem dos Pés é uma demonstração do amor Cristão;
2- É um ato de humilhação Cristã;
3- É uma forma de expressar a vontade de ser servos uns dos outros e do Senhor;
4- Realizamos a Lavagem dos Pés para obedecer ao mandamento de Senhor;
5- Realizamos a Lavagem dos Pés para seguir o exemplo do Senhor;
6-Realizamos a Lavagem dos Pés para acrescentar ao Cristianismo alegria e felicidade, Jesus disse: “Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes” (v.17).
Esta ação de Jesus demonstra seu profundo amor para com os discípulos e enfatiza Sua identificação com a servidão e humilhação, daí, a aversão que se faz a ele. Mas a presença de Cristo santifica os eventos mais comuns e torna os elementos mais insignificantes em mui valiosos.
Temos a obrigação de obedecer a Palavra do Senhor, e tomar como exemplo o Filho de Deus. Quando Jesus disse: “vós deveis também lavar os pés uns dos outros”, simplesmente deu a entender “estais obrigados a fazer assim”. O verbo “deveis” equivale a: “Tens a obrigação”. Conseqüêntemente, a Lavagem dos Pés deve ser realizada como uma prática sacramental, já que Cristo deliberadamente estabeleceu um modelo, seguido de uma promessa.
A Palavra Sacramento não aparece na Bíblia, mas é equivalante a palavra latina sacramentum e à palavra grega mysteriom, aquilo que é desconhecido até o momento de ser revelado; significa qualquer “símbolo, ou tipo que tenha um latente sentido espiritual”. Por esta razão, é aplicada às ordenanças cristãs da Ceia do Senhor e do Lava-pés.
Por Bispo Sílvio Ribeiro - Supervisor Nacional |
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