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Dicas de Português
Novo Acordo Ortográfico PDF Imprimir E-mail
Escrito por Christiany   
SAT, 07 de FEBRUARY de 2009 07:16
 O Decreto nº 6.583, de 29 de setembro de 2008, promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa que trata acerca do uso de um vocabulário comum da língua entre os Governos da República de Angola, da República Federativa do Brasil, da República de Cabo Verde, da República de Guiné-Bissau, da República de Moçambique, da República Portuguesa e da República Democrática de São Tomé e Príncipe. O fato é que o referido Acordo produzirá efeitos a partir de 1º de janeiro de 2009, mas obedecerá a um período de transição de 1.1.2009 a 31.12.2012. Durante esse período, coexistirão a norma ortográfica atual e a nova norma estabelecida. Confira a seguir algumas das mudanças e fique atento às novidades, pois elas deverão ser seguidas! Habitue-se!

 1°) Eliminação do acento agudo nos ditongos abertos (ei, oi) das palavras paroxítonas.

 Ex: Antes: alcatéia, bóia, heróico.
      Agora: alcateia, boia, heroico.

 2°) Eliminação do acento agudo nas palavras paroxítonas com i e u tônicos precedidos de ditongo.

Ex: Antes: feiúra, baiúca.
      Agora: feiura, baiuca.

Atenção!!! A regra só vale para palavras PAROXITONAS.

Ressalva: Essa regra vale para as paroxítonas com i e u tônicos precedidos de ditongo.

Em saída, saúde e viúvo, não há ditongo, portanto, permanecem acentuadas.

3°) Eliminação do acento circunflexo nos encontros vocálicos ee e oo

Ex: Antes: abençôo, crêem, dêem, dôo, vôo.
       Agora: abençoo, creem, deem, doo, voo.

4°) Eliminação do acento que diferenciava os pares pára/para, péla/pela, pêlo/pelo, pólo/polo e pêra/pêra.

Mas permanecem com acento diferencial pôde/pode, por/pôr, ter/vir (quando plural – têm, vêm)

5º) O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram adicionadas as letras k, w e y.

6°) Não se usa mais o trema. Ele permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Ex: Muller.
Última atualização ( TUE, 31 de MARCH de 2009 20:07 )
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Fui eu que fiz, fui eu quem fez ou fui eu quem fiz? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Donaldo   
TUE, 08 de JULY de 2008 21:24
Quer saber mesmo? Pois todas estão corretas. Vejamos:

Fui eu que fiz - Justificativa - O verbo que tem como sujeito o pronome relativo que concorda em número e pessoa com o antecedente, a palavra que precede esse pronome. Exemplos: "Foi ele que te nomeou", "Sou eu que vou agora", "Fomos nós que escrevemos a carta" e "Serão os pais dele que receberão a herança".
Fui eu quem fez - Justificativa - Se o sujeito é o pronome relativo quem, o verbo, geralmente, permanece na terceira pessoa do singular. Exemplos: "Foi ele quem te nomeou", "Sou eu quem vai agora", "Fomos nós quem escreveu a carta" e "Serão os pais dele quem receberá a herança".
Fui eu quem fiz - Justificativa - Se o sujeito é o pronome relativo quem, o verbo pode ser influenciado pelo sujeito da oração anterior, com o qual acaba concordando. Exemplos: "Sou eu quem vou agora", "Fomos nós quem escrevemos a carta" e "Serão os pais dele quem receberão a herança".
 
Fonte: http://www.paulohernandes.pro.br/dicas/001/dica007.html
 
Qual a certa? Perda ou perca? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Christiany Braga   
MON, 02 de JUNE de 2008 21:14
 As duas, cada uma com seu sentido. Elas são palavras parônimas (Palavra que apresenta estrutura fônica semelhante e significado diferente com relação a outra. Ratificar e retificar, mandado e mandato, desmistificar e desmitificar são parônimas) e costumam ser indevidamente empregadas uma pela outra. Entretanto, se estivermos atentos para seus significados, não há razão para as confundirmos. Vejamos:
•      Perda - Substantivo que significa "privação de alguém ou de alguma coisa que se possuía", como em "Houve perda de receita no último ano" e "Júlio entristeceu-se com a perda do amigo".
•      Perca - Flexão do verbo "perder" na primeira e terceira pessoas do singular do presente do subjuntivo e primeira e terceira pessoas do singular do imperativo: "Você quer que eu perca a partida, não é?" e "Não perca a esperança".

São, pois, incorretas frases como "Não desejo que ele perda a fortuna" (correto: perca) e "Isso é perca de tempo" (correto: perda).
Última atualização ( MON, 02 de JUNE de 2008 21:15 )
 
Dia a dia / dia-a-dia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Donaldo   
THU, 01 de Maio de 2008 16:19
Dia a dia / dia-a-dia
 
A escolha dessas duas causa freqüentes dúvidas. Vamos esclarecer:
A locução adverbial “dia a dia” (sem hífen) significa todos os dias, cada dia e exerce a função sintática de adjunto adverbial, como em "Ela trabalhou dia a dia (dia após dia) com muita dificuldade" e “Antigamente, o custo de vida subia dia a dia”. Observe que esse sintagma não vem determinado por artigo ou pronome.
Já a forma com hífen é substantivo composto e quer dizer diário, cotidiano e pode exercer várias funções sintáticas. Em "Esta roupa é destinada ao uso no dia-a-dia", "dia-a-dia" é adjunto adnominal; em "O dia-a-dia do trabalhador das minas é muito árduo", o composto integra o sujeito "O dia-a-dia do trabalhador das minas"; em “Considero que o dia-a-dia daqueles estudantes é equilibrado”, a função é a de objeto direto; em “Não é raro isso ocorrer no dia-a-dia das pessoas”, adjunto adverbial; e assim por diante.
 
Então, para fixar:
*   Dia a dia (sem hífen) – Locução adverbial. Funciona como adjunto adverbial e assim vincula-se geralmente a verbos. Não é precedida por artigo ou pronome e significa todos os dias, cada dia.
*    Dia-a-dia (com hífen) – Substantivo composto. Funciona como sujeito, complemento, adjunto adnominal ou adverbial. Geralmente, é antecedido por artigo ou pronome e quer dizer diário, cotidiano.

Fonte: http://www.paulohernandes.pro.br/dicas/001/dica156.html
 
Porque, por que, porquê PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrador   
MON, 03 de MARCH de 2008 21:29

                                                                                                                       {mosimage}
Na Língua Portuguesa, há quatro maneiras diferentes de se grafar o PORQUE:

1) Porquê (junto, com acento): É um substantivo, portanto deverá ser usado quando surgir, antes dele, uma palavra modificadora – artigo (o, os, um, uns), pronome adjetivo (meu, esse, quanto) ou numeral (um, dois, três, quatro). Como é um substantivo, admite plural: porquês. Exemplos:
— Ninguém sabe o porquê de tanto desdém.
— Quantos porquês! Pare de fazer-me perguntas.

2) Por quê (separado, com acento): É a junção da preposição por com o substantivo quê, que só é usado em final de frase. Aliás, sempre que a palavra "que" for usada em final de frase deverá ser acentuada independentemente do elemento que venha antes. Exemplo:
— Você não me telefonou ontem por quê? 

3) Por que (separado, sem acento):
a) É a junção da preposição por com o pronome interrogativo que; significa por que motivo, por qual razão. Exemplos:
— Por que o professor faltou hoje? = Por qual razão o professor faltou? 
b) É a junção da preposição por com o pronome relativo que; pode ser substituído por pelo qual, pelos quais, pela qual, pelas quais ou por qual. Exemplos:
—O aperto por que passei foi terrível = O aperto pelo qual passei foi terrível.
— A causa por que luto é nobilíssima = A causa pela qual luto é nobilíssima. 

4) Porque (junto, sem acento): É uma conjunção, portanto estará ligando duas orações, indicando causa (= já que), explicação (= pois) ou finalidade (= para que). Exemplos:
— O espetáculo não ocorreu, porque o cantor estava gripado = O espetáculo não ocorreu já que o cantor estava gripado.
— Estudem, porque consigam a aprovação = Estudem para que consigam a aprovação.
— Pare de falar, porque está atrapalhando-me = Pare de falar, pois está atrapalhando-me.

Autor desconhecido

Última atualização ( TUE, 31 de MARCH de 2009 20:08 )